Contra Homofobia na indústria brasileira

Romper com o pensamento retrógrado da indústria brasileira e lutar contra o cenário atual, preconceituoso e homofóbico.

Contra Homofobia na indústria brasileira

 

Nossa opinião sobre a homofobia na indústria brasileira.

A proposta deste artigo é escrachar a cultura da ignorância que assola nosso país. A verdadeira desinformação social sobre a violência contra o outro, promovida diretamente por homofóbicos e intolerantes, de todas as classes sociais.

Estamos na luta direta e franca pelos direitos dos LGBTQIAP+ (Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti, Intersexual, Queer, Assexual, Pansexual e Identidades Não Binárias), pela diversidade sexual e, contra o preconceito por parte da indústria brasileira. Grande parte do empresariado nacional é altamente preconceituoso, vil e finge não enxergar os direitos dos LGBTQIAP+.  Muito se fala, mas pouquíssimo se faz quando o assunto é diversidade no segmento industrial.

Independente do cargo, seja para o chão de fábrica, recepção ou alta diretoria, não há brechas para oportunidades iguais na indústria brasileira. Muitos empresários não acreditam que é papel de todos criar um ambiente inclusivo. A baixa representatividade dos LGBTQIAP+ é sentida com timidez ao acessarmos os sites das fábricas, visitarmos estandes de feiras, lermos informativos de e-mail e assistirmos aos vídeos institucionais. Não existe a oportunidade igualitária para o profissional ser quem realmente é dentro e fora do âmbito corporativo. É pouco provável encontrar no chão de fábrica (produção) homossexuais nas indústrias de qualquer região do Brasil.

Muito se fala, mas pouco se faz para aumentar a representatividade dos homossexuais na indústria brasileira. No fundo, os gestores têm muito medo de associar seu produto à imagem de um homossexual. Acreditam que atrelar o movimento LGBTQIAP+ à máquinas é correlacionar sua marca à postura do errado. Postura esta, lastimável, antiga e retrógrada, vinculada á quase todos que estão à frente das indústrias brasileiras.

Quase todos os principais avanços nas questões de gênero foram conquistados por parte da própria população estigmatizada. Ao lutarem por si e pelos seus mostram que não são “casos isolados” mas apresentam público em peso. Ainda, possibilitaram que houvesse a conscientização dos demais (mulheres e homens héteros) e muitos se uniram à causa. Esta batalha pela liberdade de expressão -que aliás, está prevista já na Constituição de 1988-, movimenta não apenas seguidores, mas chama atenção dos três poderes, principalmente o Poder Judiciário, que vez ou outra leva em consideração as pautas LGBTQIAP+.

 

Mais sobre a homofobia na indústria brasileira.

Só no Brasil a população LGBTQIAP+ tem cerca de 18 milhões de pessoas. São pessoas que moram na casa ao lado da sua, que estão contigo na fila da padaria, no cinema, nas escolas, trabalhando e tomando decisões em reuniões estratégicas contigo, etc. Vivemos em um mundo em que o homossexual é sempre o outro, o diferente, aquele com quem é impensável haver qualquer identificação positiva. A homossexualidade é orientação sexual, ninguém se torna homossexual, mas nasce. Deste modo, não mantemos crença na falsa concepção de que os LGBTQIAP+ necessitam de cura, uma vez que não estão doentes.

No Brasil, a cada 19 horas uma pessoa LGBTQIAP+ (Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti, Intersexual, Queer, Assexual, Pansexual e Identidades Não Binárias) morre violentamente assassinada. Ainda, somos o país que mais mata travestis e transsexuais em todo o mundo, as vítimas são, em sua maioria, homens gays, negros ou pardos, entre 18 e 30 anos. Não existem dados oficiais e reais no Brasil sobre injúrias raciais e homofóbicas, visto que os relatos dados aos profissionais que deveriam, por lei, nos proteger, são negligenciados, e -se muito- lavrados como crimes comuns.

A indústria brasileira ainda não percebeu que homossexualidade não é doença, desvio de caráter, sinônimo de distúrbio psicológico ou influência do meio em que se vive.  A orientação sexual não deve, em hipótese alguma, ser motivo para dar ao próximo um tratamento degradante. A diversidade, em todas as suas frentes, é tema muito importante para todos da equipe Só Hélices. Não enxergamos diferença na qualidade técnica de um engenheiro, dobrador, soldador, eletricista ou qualquer profissional, com base em sua orientação sexual.

A discriminação e postura intolerante por parte de qualquer pessoa, seja colaborador, cliente ou qualquer público, não estão em sintonia com as nossas convicções. Sob nenhuma hipótese venderemos nossos produtos ou se quer apresentaremos o nosso portfólio de hélices àqueles que se põem contra existência e livre arbítrio dos LGBTQIAP+.

 

Cenário da luta por direitos iguais:

Em pleno século XXI, a prática homossexual é considerada crime em mais de 70 países. A homofobia resulta em  atitudes hostis e repulsivas – em sua maioria tratam-se de agressões físicas e verbais-, sendo ainda uma forma arbitrária de conferir ao outro um status de contrário, inferior, diferente ou anormal.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou em 13 de junho de 2019, que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero seja considerada crime, todavia haveremos de esperar algumas gerações até que o sistema seja de fato eficiente. Somente a partir deste ponto a luta contra a homofobia terá algum descanso.

Ainda que a homossexualidade vá de encontro com seus princípios éticos, morais ou religiosos e você também não esteja disposto a reconstruir seus ideais, o respeito às comunidades LGBTQIAP+ deve ser uma realidade em sua vida. Fazer piadinha, olhar torto, falar mal, colocar apelidos maldosos ou ser agressivo ao ter de se relacionar com estas pessoas vítimas do seu preconceito, mesmo que não haja violência corporal, são alguns dos atos mais comuns e que delatam a sua falta de respeito. Não seja assim!

Junho, mês do orgulho LGBTQIAP+ e do combate à intolerância, dentre outros tantos preceitos abordados na pauta do preconceito. Para nós todos os meses do ano são junho, hora de celebrar e lutar em prol da diversidade. Estudamos a criação de campanhas perenes e dedicadas ao tema, a fim de amplificar as vozes dessa luta. Precisamos somar forças e aumentar o alcance, afirmar o caráter “mundial” do movimento, afinal, a união faz a força.

 

Nós, da equipe Só Hélices, abraçamos a causa.

Chega de ignorância e tanta violência em nosso país! Nunca é tarde para abrir a cabeça e compreender que, independente da orientação sexual, somos todos iguais. Empresário, faça a sua parte!

Se você presenciar, denuncie. É seu dever! Toda delegacia tem o dever de atender as vítimas de homofobia e de buscar por justiça. Em São Paulo ligue no Tel: (11) 3311-3556 / 3315-0151 – Ramal 248 ou no www.humanizaredes.gov.br/disque100/ No Rio de Janeiro, acesse: www.riosemhomofobia.rj.gov.br

Um forte abraço, Henrique Linhares
Só Hélices, combate a Homofobia.

Responsável pelo Conteúdo

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