Homofobia na indústria brasileira

Homofobia na indústria brasileira

Só Hélices, combate a Homofobia.

 

Nossa opinião sobre a homofobia nas empresas.

A proposta deste artigo é ressaltar a cultura da ignorância que assola nosso país. A verdadeira desinformação social de violência contra o outro, promovida diretamente por homofóbicos e intolerantes de todas as classes sociais.

Estamos na luta por maior conscientização pelos direitos dos LGBT´s (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), diversidade sexual e o preconceito por parte da indústria brasileira.

Parte da indústria brasileira é preconceituosa, vil e finge não enxergar os direitos dos LGBT´s.  Muito se fala, mas pouquíssimo se faz quando o assunto é diversidade no segmento industrial. Independente do cargo, seja para o chão de fábrica, recepção ou alta diretoria, não há brecha para oportunidades iguais. A indústria atual não acredita que é papel de todos criar ambiente inclusivo, além de dar oportunidade ao profissional dele ser quem realmente é dentro e fora do âmbito corporativo.

Só no Brasil, a população LGBT tem cerca de 18 milhões de pessoas. É gente que mora na casa ao lado da sua, que está junto contigo na fila da padaria, no cinema, que estuda contigo, que trabalha com você no chão de fábrica, no laboratório ou até dividindo decisões em reuniões estratégicas. A diversidade, em todas as suas frentes, é tema muito importante para todos da Só Hélices. Não enxergamos diferença na qualidade técnica de um engenheiro, dobrador, soldador, eletricista ou qualquer cargo preenchida por ser homossexual.

Vivemos em um mundo onde o homossexual é sempre o outro, o diferente, aquele com quem é impensável qualquer identificação. Aqui na Só Hélices pensamos exatamente o contrário. Homossexualidade é orientação sexual, ninguém se torna homossexual, a pessoa nasce, portanto não existe cura para o que não é doença.  Na indústria brasileira muito se fala, mas pouco se faz. No fundo, os gestores das indústrias tem medo de contratar o novo para evitar expor seu produto com quem pode interpretar de forma negativa a apresentação por um homossexual. Muito tem medo de associar sua marca à postura do errado. Postura lastimável por quem está na frente do negócio.

Brasil é um país que a cada 19 horas uma pessoa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, trans e travestis) morre violentamente assassinada. Também somos o país que mais mata travestis e trans em todo o mundo. As vítimas são, em maioria, homens gays, negros e pardos, entre 18 e 30 anos. Não existem dados oficiais e reais no Brasil sobre homofobia, porque quando um LGBT chega à delegacia, apenas é lavrado como um crime comum.

A indústria brasileira ainda não percebeu que homossexualidade não é doença, não é desvio de caráter, não é distúrbio psicológico, não é influência do meio onde se vive.  A orientação sexual não deve, em hipótese alguma, ser motivo para o tratamento degradante de um ser humano.

A discriminação e posturas intolerantes por parte de qualquer pessoa, seja colaborador, cliente ou qualquer público, não estão em sintonia com as nossas convicções. Não vendemos a qualquer custo. A gente abraça essa causa. Chega de ignorância e tanta violência.

Nunca é tarde para abrir a cabeça e compreender que, independente da orientação sexual, somos todos iguais.

Faça você uma reflexão. Faça sua parte!

 

Cenário da luta por direitos iguais:

Em pleno século XXI, a prática homossexual é considerada crime em mais de 70 países. A homofobia é conceituada como uma atitude de hostilidade perante homossexuais, tanto homens como mulheres, sendo uma forma arbitrária de conferir ao outro um status de contrário, inferior, diferente ou anormal. Quase sempre essa repulsa aos homossexuais, resulta em atos de agressões puras e violentas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou em 13 de junho de 2019, que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero seja considerada um crime. Infelizmente ainda teremos que esperar algumas gerações até que não seja mais necessário lutar contra a homofobia. Portanto, homofobia é crime.

Se a homossexualidade não vai de encontro aos seus princípios éticos, morais ou religiosos e você não pretende mudar de ideia, tudo bem, mas algo é imprescindível: você DEVE respeitar a orientação dos demais. Não pode fazer piadinha, não pode olhar torto, não pode falar mal, não pode colocar apelidos maldosos, não pode partir para a violência. Se você não quer ajudar, não atrapalhe.

Junho, mês do orgulho LGBT. Mês que configura o combate a intolerância. Que na verdade, para nós, são todos os dias do ano. Criaremos campanhas perenes e dedicadas ao tema, para amplificam as vozes dessa luta. Precisamos somar forças, aumentar o alcance, conversar com um número muito maior de pessoas com diferentes opiniões. Acho que todo brasileiro conhece o ditado: a união faz a força.

Se você presenciar, denuncie. É seu dever! Toda delegacia tem o dever de atender as vítimas de homofobia e de buscar por justiça. Em São Paulo ligue no Tel: (11) 3311-3556 / 3315-0151 – Ramal 248  ou no www.humanizaredes.gov.br/disque100/ No Rio de Janeiro, acesse: www.riosemhomofobia.rj.gov.br

 

 

Abração, Henrique Linhares (Gerente de Vendas / henrique@sohelices.com.br)

 

3 thoughts on “Homofobia na indústria brasileira

  1. Parabéns pela atitude. Tem minha admiração e respeito por essa atitude. Precisamos de mais empresas assim, que não tem vergonha de se expressar.

    1. Oi Katharine, boa tarde.

      Não sei porque sua mensagem ficou retirada. Vivemos em um mundo onde o homossexual é sempre o outro, o diferente, aquele com quem é impensável qualquer identificação. Nem preciso dizer que é um absurdo.

      Eu não contrato porque quero fazer o diferente ou a empresa da inovação em pessoas (acho isso tosco). Mas contrato Gays porque preciso e tenho obrigação de dar a mesma oportunidade para todos. Independentemente de credo, sexo, etnia, crença, localidade, etc.

      Outro dia recebemos um cliente aqui na fábrica que ficou horrorizado por ser atendido por um homossexual na entrega da hélice. Tive que intervir imediatamente e defender meu funcionário de uma piada infame. Grosseria vil. Isso não é ficção, isso é Brasil de 2019; da ignorância e pelo culto à pobreza da emergência social.

      Apenas faço a minha parte.

      Obrigado pela mensagem e carinho. Venha nos conhecer, ficamos em São Paulo, capital.

      Abração, Henrique Linhares

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