Contra Homofobia na indústria brasileira

Contra Homofobia na indústria brasileira

Objetivo: Parte da indústria brasileira é muito preconceituosa e homofóbica. Lutamos contra esse cenário!
Tudo começa pelo respeito

 

Nossa opinião sobre a homofobia nas empresas.

A proposta deste artigo é ressaltar a cultura da ignorância que assola nosso país. A verdadeira desinformação social de violência contra o outro, promovida diretamente por homofóbicos e intolerantes de todas as classes sociais.

Estamos na luta direta e franca por maior conscientização pelos direitos dos LGBT´s (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), diversidade sexual e o preconceito por parte da indústria brasileira. Boa parte do empresariado nacional é altamente preconceituosa, vil e finge não enxergar os direitos dos LGBT´s.  Muito se fala, mas pouquíssimo se faz quando o assunto é diversidade no segmento industrial.

Independente do cargo, seja para o chão de fábrica, recepção ou alta diretoria, não há brechas para oportunidades iguais na indústria brasileira. Muitos empresários não acreditam que é o papel de todos criar um ambiente inclusivo. A baixa representatividade dos LGBT’S é sentida com timidez acessando os sites das fábricas, visitando estandes de feiras, lendo informativos de email e assistindo vídeos institucionais. Não existe a oportunidade igualitária para o profissional ser quem realmente é dentro e fora do âmbito corporativo. É pouco provável encontrar no chão de fábrica (produção) homossexuais nas indústrias de qualquer região do Brasil. 

Muito se fala, mas pouco se faz para aumentar a representatividade dos homossexuais na indústria brasileira. No fundo os gestores têm muito medo de associar seu produto a imagem de um homossexual. Acreditam que uma máquina atrelada ao LGBT é correlacionar sua marca à postura do errado. Postura lastimável, antiga e retrograda por quase todos que estão à frente das indústrias brasileiras. Quase todos os principais avanços nas questões de gênero foram conquistados por meio do Judiciário no Brasil.

Só no Brasil a população LGBT tem cerca de 18 milhões de pessoas. É gente que mora na casa ao lado da sua, que está junto contigo na fila da padaria, no cinema, que estuda contigo, que trabalha tomando decisões em reuniões estratégicas contigo, etc. Vivemos em um mundo onde o homossexual é sempre o outro, o diferente, aquele com quem é impensável qualquer identificação positiva. Homossexualidade é orientação sexual, ninguém se torna homossexual, a pessoa nasce, portanto não existe cura para o que não é doença.

O Brasil é um país que a cada 19 horas uma pessoa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, trans e travestis) morre violentamente assassinada. Também somos o país que mais mata travestis e trans em todo o mundo. As vítimas são, em maioria, homens gays, negros e pardos, entre 18 e 30 anos. Não existem dados oficiais e reais no Brasil sobre homofobia, porque quando um LGBT chega à delegacia, apenas é lavrado como um crime comum.

A indústria brasileira ainda não percebeu que homossexualidade não é doença, não é desvio de caráter, não é distúrbio psicológico, não é influência do meio onde se vive.  A orientação sexual não deve, em hipótese alguma, ser motivo para o tratamento degradante de um ser humano. A diversidade, em todas as suas frentes, é tema muito importante para todos da Só Hélices. Não enxergamos diferença na qualidade técnica de um engenheiro, dobrador, soldador, eletricista ou qualquer cargo por ser homossexual.

A discriminação e posturas intolerantes por parte de qualquer pessoa, seja colaborador, cliente ou qualquer público, não estão em sintonia com as nossas convicções. Não vendemos a qualquer custo. A gente abraça essa causa. Chega de ignorância e tanta violência em nosso país. Aqui a gente pensa exatamente o contrário.

Nunca é tarde para abrir a cabeça e compreender que, independente da orientação sexual, somos todos iguais.

Empresário, faça sua parte!

Abração, Henrique Linhares – Gerente de Vendas / henrique@sohelices.com.br

 

Cenário da luta por direitos iguais:

Em pleno século XXI, a prática homossexual é considerada crime em mais de 70 países. A homofobia é conceituada como uma atitude de hostilidade perante homossexuais, tanto homens como mulheres, sendo uma forma arbitrária de conferir ao outro um status de contrário, inferior, diferente ou anormal. Quase sempre essa repulsa aos homossexuais, resulta em atos de agressões puras e violentas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou em 13 de junho de 2019, que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero seja considerada um crime. Infelizmente ainda teremos que esperar algumas gerações até que não seja mais necessário lutar contra a homofobia. Portanto, homofobia é crime.

Se a homossexualidade não vai de encontro aos seus princípios éticos, morais ou religiosos e você não pretende mudar de ideia, tudo bem, mas algo é imprescindível: você DEVE respeitar a orientação dos demais. Não pode fazer piadinha, não pode olhar torto, não pode falar mal, não pode colocar apelidos maldosos, não pode partir para a violência. Se você não quer ajudar, não atrapalhe.

Junho, mês do orgulho LGBT. Mês que configura o combate a intolerância. Que na verdade, para nós, são todos os dias do ano. Criaremos campanhas perenes e dedicadas ao tema, para amplificam as vozes dessa luta. Precisamos somar forças, aumentar o alcance, conversar com um número muito maior de pessoas com diferentes opiniões. Acho que todo brasileiro conhece o ditado: a união faz a força.

Se você presenciar, denuncie. É seu dever! Toda delegacia tem o dever de atender as vítimas de homofobia e de buscar por justiça. Em São Paulo ligue no Tel: (11) 3311-3556 / 3315-0151 – Ramal 248  ou no www.humanizaredes.gov.br/disque100/ No Rio de Janeiro, acesse: www.riosemhomofobia.rj.gov.br

 

 

Só Hélices, combate a Homofobia.

5 thoughts on “Contra Homofobia na indústria brasileira

    1. Oi Renato, bom dia.

      A baixa representatividade dos LGBT’s na indústria Brasileira é sentida na timidez acessando sites, visitando estantes, assistindo vídeos, visualizando fotos e recebendo informativos por e-mails de qualquer indústria brasileira.

      Não existe a oportunidade igualitária para o profissional ser quem realmente é no chão de fábrica. Os nossos principais avanços nas questões de gênero foram conquistados por meio do Judiciário e não por leis aprovadas no Congresso (diretamente).

      Abração, Henrique

  1. Parabéns pela atitude. Tem minha admiração e respeito por essa atitude. Precisamos de mais empresas assim, que não tem vergonha de se expressar.

    1. Oi Katharine, boa tarde.

      Não sei porque sua mensagem ficou retirada. Vivemos em um mundo onde o homossexual é sempre o outro, o diferente, aquele com quem é impensável qualquer identificação. Nem preciso dizer que é um absurdo.

      Eu não contrato porque quero fazer o diferente ou a empresa da inovação em pessoas (acho isso tosco). Mas contrato Gays porque preciso e tenho obrigação de dar a mesma oportunidade para todos. Independentemente de credo, sexo, etnia, crença, localidade, etc.

      Outro dia recebemos um cliente aqui na fábrica que ficou horrorizado por ser atendido por um homossexual na entrega da hélice. Tive que intervir imediatamente e defender meu funcionário de uma piada infame. Grosseria vil. Isso não é ficção, isso é Brasil de 2019; da ignorância e pelo culto à pobreza da emergência social.

      Apenas faço a minha parte.

      Obrigado pela mensagem e carinho. Venha nos conhecer, ficamos em São Paulo, capital.

      Abração, Henrique Linhares

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